terça-feira, 23 de setembro de 2008

Amor ou simplesmente ilusão?

Eu acredito que vocês já tenham se perguntado antes... Sem dúvida nenhuma o amor tem um pouco de ilusão, mas a ilusão nada tem do amor. Fato.

Por vezes, esse sentimento tão poderoso e temido, assim como o ódio, só que o oposto, provoca em nós uma reação um tanto quanto esquisita. Ficamos loucos? Paranóicos? Achamos que estamos flutuando? Sonhando acordados? Sim.

Mas, afinal de contas, o amor é algo positivo, ou negativo. Será que ele existe, ou é simplesmente fruto de uma mente desarmada e confusa?

Na minha simples opinião, o amor existe e está se manifestando timidamente pelo mundo afora, e não nas redes televisivas de maiores audiências, mas sim nos pequenos gestos que variam de olhares a gestos.

Existe uma regra básica para o amor: NUNCA TORNE-O PÚBLICO! Simplesmente, porque o verdadeiro amor não precisa de olofotes para brilhar, muito menos de atenção. Na realidade, o amor verdadeiro já chama a atenção para quem tem o dom da sensibilidade e observação. No entanto, essa atenção é uma atenção que não chama atenção (por mais paradoxal e repetitivo que seja!), pois as maneiras que este sentimento se utiliza para cativar as pessoas não é algo que dê ibope ou fãs momentâneos (como as bandinhas que surgem na mídia hoje em dia), mas algo mais que isso! Algo que faz sua alma chorar, não de desespero nem de dor, mas de alegria e emoção, uma emoção pura e verdadeira.

Já, a ilusão, ao contrário, só traz sofrimento.

O amor pode trazer obstáculos e dificuldades; a ilusão é o próprio obstáculo. Ora, simples se torna a explicação dessa afirmação: A ilusão é algo IRREAL! Suas teias só servem para criar imagens, sons e cores onde elas nunca existiram!

E por mais que a ilusão engane a vítima, fazendo-a acreditar que tudo está bem, ou então que vai ficar tudo bem, ou ainda que nada está errado, criando um estado falso de paz e conforto, ela é simplesmente fruto da imaginação! Ainda menos que isso, ela é um fruto maligno, gerado no âmago do nosso desespero, sem mais saídas e com medo de encarar as dificuldades, nos iludimos com palavras e pensamentos, que nos levam a lugar algum.

Enfim, concluindo: Ilusão e amor são duas vertentes opostas, que se ligam num caso excepcional, mas que não costumam ter bons resultados, mas o que realmente importa não é se você usou ambos ou somente um, mas como você se utilizou de qualquer um destes e se o resultado será favorável apenas a você ou a outrem. Lembre-se: amor verdadeiro é autruísta; o amor ilusório é egoísta.


P.S.: Lembrar de não escrever nada depois que voltar de uma aula do Livro dos Espíritos...

Um comentário:

Anônimo disse...

Você estava inspiradíssima em escrever esse texto!Seu discurso de linguagem é simples e tocante. Sugiro: aprofundar-se mais no assunto. Como? R: Escrevendo. Mário de Andrade grande amigo de Carlos Drummond no livro:"A Lição do Amigo" Ed.José Olympio./82/pg.26"(...)Minha arte aparente é antes de mais nada uma pregação(...)". Faço destas minhas palavras ao seu talento. Beijos sua tia do coração: Fátima tavares